Pais e alunos do São Joaquim experimentam trocar de escola por um dia


Com o objetivo de solucionar o impasse da classe multisseriada da escola municipal e centro de educação infantil localizada no bairro São Joaquim, a Comissão de Educação composta pelos integrantes Márcio Melle (PSB) e Cidinho Fróis (PTB) e com a participação dos vereadores Donizete Lopes e Ana Genezini (ambos PTB) acompanharam na quinta-feira, 24, a visita realizada entre professores, pais e alunos às escolas que possivelmente poderão receber os novos estudantes.
Segundo o diretor da Secretaria de Educação, Rogério Levy, a visita foi apenas uma experiência para avaliar se a transferência dos alunos é possível, já que a decisão final será dos pais. “Essa proposta é para vocês conhecerem as escolas e ver como será a dinâmica cotidiana. Se após a visita acharem que não vale à pena, a gente volta a conversar para ver qual a melhor solução”, disse o diretor aos pais.
A visita teve início às 6h30 com a chegada dos alunos a CEI Dona Benta e E.M. Rural Fazenda São Joaquim para pegar o transporte cedido pela prefeitura levando os alunos até as escolas que possivelmente receberão os estudantes, uma vez que, se a mudança ficará acordada essa será a dinâmica dos pais e alunos. Os dois ônibus responsáveis pelo trajeto de ida e volta, contam com monitores para assegurar a segurança de todos.
Para o presidente da comissão de Educação, Márcio Melle, é necessário encontrar uma saída que seja boa para o município e pais, já que a escola está funcionando com muito pouco aluno. “Não podemos deixar uma classe funcionando com 6 alunos. Na semana passada faltaram três. É necessário ter bom-senso”, afirmou o presidente.
Sete pais e quinze alunos do Ensino Fundamental, estudantes da E.M. São Joaquim foram levados a conhecer as estruturas da E.M. Antonia do Canto Cordeiro e Silva – Jardim Brasil, que conta com 280 alunos divididos em dois turnos. No local, foram recepcionados pela diretoria e funcionários que os levaram a fazer um tour pela escola, incluindo o novo parquinho, salas de aula e demais dependências, encerrando as atividades com um lanche matinal.
Dos 12 alunos integrantes da CEI Dona Benta, oito fizeram a visita com o acompanhamento de quatro pais até a CEI Pica-Pau, Jardim Alba. No local foram recepcionados pela diretora Maria Elizabeth Annes Apollaro que conduziu o tour até o final, apresentando os profissionais que atuam na escola, estrutura física e as salas adaptadas para pessoas com deficiência. “Eu gostei do que vi até agora e acho que vai melhorar o aprendizado porque meu filho vai conhecer mais crianças, amplia o horizonte do aluno”, afirmou Silvana Melato, mãe do Luís Ricardo.
A mesma opinião foi partilhada por Patrícia Gonçalves mãe da Nicole que disse ser difícil no começo, pois se trata de mudança, “mas a escola é muito boa e têm mais crianças para brincar. O duro é que eles vão ter que acordar mais cedo acho que esse é o único problema”.
Para os vereadores do PTB, Cidinho, Ana e Donizete, a prefeitura está com boa vontade em resolver o problema e isso é o principal. “Os ajustes virão com o tempo. O primordial é que o aprendizado dos alunos e a rotina dos pais seja alterada da menor forma possível, ao mesmo tempo em que se possibilite a inclusão pedagogia e social dessas crianças que terão a oportunidade de se relacionarem e viverem novas experiências ”, reforçaram.

Entenda o Caso
Com 6 alunos no primeiro ano, 9 no segundo e mais 9 no terceiro, a escola sediada no bairro São Joaquim trabalhava com todos esses alunos na mesma sala, para diluir despesas. Para os vereadores, o grande problema dessa união é o aspecto didático: os conteúdos ministrados para o primeiro ano são primários, diferente do terceiro ano, que já recebe conteúdos mais avançados. A solução que está em discussão neste momento é a possibilidade de remanejar estes alunos para outras unidades da rede municipal com a garantia do transporte pago pela Prefeitura.

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